Um grito de liberdade e a corrente se quebrou
Um grito de liberdade, um grito me acordou
[espaco]
Dentro de um canavial o negro se libertou
E lá não tinha pra ele nem chibata e nem feitor
E lá não tinha pra ele nem senzala e nem senhor (2x)
[espaco]
José de Aruanda é um grande lutador
Hoje baixa no terreiro traz a paz e o amor
Sua sabedoria, seus ensinamentos
Vão de canto a canto aliviando o sofrimento
Vão de canto a canto aliviando o sofrimento
[espaco]
Vem da força da reza, vem da força das ervas
Vem da força da reza, vem da força das ervas
Vem tirando todo o mal, a mandinga ele quebra
Vem tirando todo o mal, a mandinga ele quebra
[espaco]
Foi Xangô quem lhe trouxe (kaô!), Zâmbi lhe coroou
Agradeço dia-a-dia, viva Deus Nosso Senhor
Agradeço dia-a-dia, viva Deus Nosso Senhor
Se a pedra é dura
É dura de quebrar
Coração que não bambeia
Hoje tem que bambear (2x)
[espaco]
Eu pisei na pedra
E a pedra balanceou
O mundo estava torto
E Tio João endireitou (2x)
[espaco]
É Tio João é quem abre os caminhos
Tio João é quem abre o congá
Segura sua cangira meu Tio João
Não deixa esse congá virar
Segura sua cangira meu Tio João
Não deixa esse congá virar
Fio, Se suncê precisar
É só pensar na Vovó
Que Ela vem te ajudar
[espaco]
Pensa numa estrada longa, zifio
Lá no seu jacutá
E numa casinha branca, zifio
Que a Vovó tá lá
Sentada num banquinho tosco, zifio
Com a sua rosário na mão
Pensa na Vovó Maria Redonda
Fazendo oração
Pensa na Vovó Maria Redonda
Fazendo oração
(Refrão)
Ecoou um canto forte na senzala
Ecoou um canto forte na senzala
Negro canta, negro dança
Liberdade fez valer
Não existe sofrimento
Não existe mais chibata
Só existe esperança
Para um novo amanhecer (2x)
[espaco]
Povo negro, povo forte
Trabalhavam pro senhor
E sofriam as maldades
Praticadas pelo feitor
O sangue, o suor e a lágrima
Renovavam a força pra lida
Pois sabiam que o sofrimento
Purificava pra nova vida
[espaco]
(Refrão)
[espaco]
Do Congo ou de Angola ou de Minas
Bahia, Aruanda ou Cambinda
São os Velhinhos da Umbanda
Que encaminham nossas vidas
Esqueceram o terror da senzala
Do cativeiro, as crueldades
Pois voltaram pra essa terra
Pra prestar a caridade
(Refrão)
Ê, história de preto Velho
Que nasceu em cativeiro
Apanhava no tronco
Trabalhava o dia inteiro
História de preto Velho
Que nasceu em cativeiro
Apanhava no tronco
Trabalhava o dia inteiro (2x)
[espaco]
Ê, a foice do corte da cana
O balaio do café
Quem viveu no passado
Sabe bem como é que é
[espaco]
Refrão (2x)
[espaco]
Olha, o negro veio de Angola
Acorrentado o tempo inteiro
Fernando de Noronha
Desembarque ao sofrimento
[espaco]
Refrão (2x)
[espaco]
Ê, muitos nasceram e morreram
Em busca da liberdade
Zumbi foi criador
do Quilombo dos Palmares
[espaco]
Refrão
(apanhava no tronco, trabalhava no engenho)
Ecoou um canto vindo de longe ecoou
Ecoou um canto vindo de longe ecoou
[espaco]
Um lindo dia uma luz no céu brilhou
Sob a estrela guia, iluminada chegou
A preta velha de Aruanda, luz divina
Recebeu de oxalá o nome de Catarina
A preta velha de Aruanda, luz divina
Recebeu de oxalá o nome de Catarina
[espaco]
É Lua cheia, é Lua nova
Louvada seja, vovó Catarina de Angola
É Lua cheia, é Lua nova
Louvada seja, vovó Catarina de Angola
(Refrão)
Preto velho que veio de angola vamos saravá no congá
Aê, aê, aê vamos saravá no congá (2x)
[espaco]
Preto velho que veio de Cambinda, Preto velho que veio de Luanda
Preto velho que veio lá do Congo pra saravá filho de Umbanda
[espaco]
(Refrão)
[espaco]
Preto velho é Pai Benedito, Preto velho é João Serrador
Preto velho é Ximango Toco que veio na Angoma saravá Xangô
Eu vou embora minha terra é muito longe
Mas mesmo assim vou caminhando devagar
Eu vou embora minha terra é muito longe
Mas mesmo assim vou caminhando devagar
[espaco]
O meu cruzeiro é cruzeiro de penitência
Mas jesus Cristo me ajuda a carregar
O meu cruzeiro é cruzeiro de penitência
Mas jesus Cristo me ajuda a carregar
[espaco]
Adeus Corina que eu já vou embora
Adeus Corina que eu já vou embora
Deixo apenas a saudade nas asas da Serigola
Deixo apenas a saudade nas asas da Serigola
(nagô rápido)
Casa de pedra
Não foi feita para quebrar
Feiticeiro preto velho
Vem descer no meu congá (2x)
[espaco]
Ele é preto quimbandeiro
Sua banda saravá
Vem chegando preto velho
Para descer no meu congá
[espaco]
Vem trazendo reza brava
Dentro do seu patuá
Ele é preto feiticeiro
Sua banda saravá
[espaco]
Saravá seu preto velho
E aos seus filhos no congá
Vem riscando o seu ponto
Para quimbanda começar (2x)
(nagô rápido)
Preto velho de quimbanda
Eu chamei o meu congá
Preto velho quimbandeiro
Sua banda saravá
[espaco]
Vem, preto velho
Venha me abençoar
O senhor já é bem-vindo
Aqui nesse congá
[espaco]
Salve o seu preto velho
Preto velho feiticeiro
Salve os meus pretos velhos
Salve o seu mandigueiro
[espaco]
Zé do Toco eu chamei
Pro seu ponto afirmar
Pai Joaquim e Pai Maneco
Sua banda saravá
[espaco]
Preto velho, velho preto
Eu chamei no meu congá
Saravá todas as bandas
Preto velho Saravá
[espaco]
Eu adorei as almas, adorei (8x)